Mas quanto mais ela falava, mais todos riam alto.
Jessica e Lúcio, que assistiam à cena de lado, também começaram a rir.
Esse grupo de pessoas sem compaixão estava indo longe demais.
Luísa sentiu que eles eram como verdadeiros demônios; se olhares pudessem matar, muitos ali já teriam sido fatiados por ela mil vezes.
Pensar que David também estava ali fez Luísa se sentir ainda mais envergonhada.
Ela não ousava imaginar o que David pensaria dela.
Furiosa, Luísa lançou um olhar fulminante para Jessica e, sob as risadas dos outros, saiu correndo cobrindo a cabeça.
Jessica, satisfeita com o espetáculo, estava de ótimo humor. Virou-se para Lúcio e disse: "Vamos embora."
Lúcio assentiu com a cabeça.
No entanto, nesse momento, David de repente se aproximou e ficou na frente dos dois.
Ele olhou para Jessica com um olhar investigativo. "O que acabou de acontecer?"
Seria que Nana tinha brigado com elas?
Ele notou que sua mãe também parecia muito aborrecida.
Jessica arqueou uma sobrancelha e sorriu: "Se o Diretor Martins quer saber de fofoca, é melhor perguntar para sua mãe."
David franziu a testa, claramente surpreso por ela responder dessa forma.
No instante seguinte, Lúcio acrescentou: "Diretor Martins, não imaginava que a família de vocês, os Martins, tivesse costumes tão ruins. Minha irmã caçula casar com essa família Martins, que azar o dela!"
Lúcio bufou e saiu levando Jessica consigo.
O rosto de David ficou imediatamente sombrio.
O que eles queriam dizer com aquilo?
Por que estavam criticando a família dele?
E ainda por cima dizendo que era um azar casar-se com a família Martins? Será que Jessica disse algo a Lúcio?
David ficou parado, olhando para as costas dos dois enquanto se afastavam, com o semblante cada vez mais fechado.
Lembrou que fazia tempo que não ligava para Jessica e, num impulso inexplicável, tirou o celular do bolso e discou o número dela.
Jessica assentiu: "Tudo bem."
......
Luísa voltou para o carro, pegou o celular e ligou para Dona Martins, mas o telefone tocou por muito tempo e Dona Martins não atendeu.
Luísa sentiu um leve desespero, com medo de que Dona Martins já a tivesse abandonado.
Vendo que Dona Martins não respondia, ela, frustrada, jogou o telefone no banco.
"Jessica, essa humilhação de hoje, eu vou devolver algum dia!"
Só de lembrar que seu cabelo tinha sido arrancado por aqueles quatro pequenos pestinhas, o ódio de Luísa crescia como trepadeiras dentro dela.
Esses espinhos em sua vida, feridas em sua carne.
Ela já não aguentava mais esperar o resultado do teste de paternidade, queria vingança imediatamente.
Então Luísa, apressada, discou outro número.
Assim que a ligação foi atendida, ela disse rapidamente: "Oi, pai, me ajuda a contratar um assassino de elite, preciso acabar com todos que estão no meu caminho..."

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