Ramiro correu até ele, ofegante. "A senhora está sob a proteção de Víctor e dos quatro jovens mestres, Diretor Martins. Eu realmente não conseguia ficar tranquilo, então trouxe meus homens..."
David cerrou os dentes. Queria repreendê-lo, mas, a essa altura, claramente não era o momento para discutir com Ramiro...
Do outro lado, Levi, vendo que a situação não era favorável, virou-se e correu para as profundezas do cemitério.
Mas os homens já o perseguiam. Ele não conseguiu dar mais do que alguns passos antes de ser capturado pelos homens de Ramiro.
Uma bala atingiu sua coxa. Levi grunhiu e caiu de joelhos. Todas as suas armas se foram, e ele se tornou um animal encurralado.
O vento do cemitério soprava frio, desarrumando os cabelos de Levi.
Ele foi imobilizado no chão, com as mãos amarradas nas costas e uma arma apontada para sua nuca.
David aproximou-se de Levi, olhando-o com frieza: "Você acha que, matando minha mãe, conseguiu trazer paz ao espírito de Maria?"
Levi ergueu a cabeça bruscamente, seus olhos injetados de sangue pareciam prestes a saltar das órbitas: "David! Se tiver coragem, me mate!"
Ele já havia vingado sua bela, nada mais importava...
Mas David não lhe daria essa satisfação.
"Eu não vou te matar." David se levantou, olhando-o de cima. "Vou deixar você viver, em um destino pior que a morte."
Levi ficou atônito, seus olhos se encheram de pavor.
David não olhou mais para ele, sua voz soando exausta. "Levem-no."
Nesse momento, Ramiro se agachou para verificar a respiração da Sra. Martins e gritou de repente: "Diretor Martins! A Sra. Martins ainda respira!"

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