A sala de parto de Solange ficava ao lado da de Jessica, e ambas deram à luz no mesmo dia.
Era uma feliz coincidência do destino.
Os quatro meninos espiavam pela fresta da porta da sala de parto.
Daniel ficou na ponta dos pés, com o nariz pressionado contra o vidro: "Será que o bebê da Sra. Solange é menino ou menina? Tomara que seja como a nossa irmãzinha, assim teremos duas menininhas para brincar!"
Tristan correu até a mãe, mas só viu a silhueta do tio Ramiro e perguntou, intrigado: "Ué, cadê o papai?"
Ramiro respondeu apressadamente: "Jovem mestre, aconteceu algo com a sua avó, o Diretor Martins foi socorrê-la."
Julio ficou confuso: "Salvar a vovó?"
Daniel, ao ouvir, comentou: "O que há com essa vovó? Sempre apronta alguma no momento crucial!"
Julio acenou com a mão: "Deixa pra lá, com a gente aqui já é o suficiente."
Geraldo olhava para a mãe, ainda em trabalho de parto, e não pôde deixar de se preocupar: "Por que a mamãe ainda não terminou?"
Daniel ergueu as sobrancelhas e disse, com seriedade: "A irmãzinha é uma princesinha, claro que ela tem que chegar com calma! Olhe, a Sra. Solange também ainda está em trabalho de parto!"
Tristan concordou com a cabeça: "Uhum, vamos esperar com um pouco mais de paciência."
Enquanto todos aguardavam ansiosamente por boas notícias das duas salas de parto, passos ecoaram no corredor, vindos da saída de emergência no final do corredor, e uma sombra escura deslizou silenciosamente para a penumbra.
O rosto do homem estava oculto pelo reflexo do hidrante, apenas seus olhos brilhavam assustadoramente na escuridão.
O celular vibrou. A voz de Zoé veio pelo receptor, com o ruído da estática: "Luciano, o efeito do medicamento que eu te injetei só dura mais algumas horas. Se você não agir agora, vai voltar a ser como antes."
Luciano franziu ligeiramente a testa e respondeu com sinceridade: "Não está fácil de agir."

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