O coração de Nilton começou a bater forte. As falas que ele havia preparado ficaram presas na garganta, apenas esperando que ela recusasse para que ele pudesse encontrar uma saída.
"Claro", Celeste sorriu de repente, ajeitando a saia. "Então, muito obrigada."
"..." Nilton ficou pasmo, duvidando do que tinha ouvido.
Será que a oportunidade havia voltado?
Além do mais, sua declaração cuidadosamente preparada ainda não havia sido executada. Isso significava que ele ainda tinha uma chance?
Pelo jeito, a irmãzinha era o plano A dela, e ele, o plano B?
Já no carro, eles começaram a conversar. Celeste perguntou sobre sua saúde e se a polêmica na internet o havia afetado, mostrando muita preocupação em suas palavras.
O sorriso de Nilton era tão grande que ele não conseguia disfarçar, sentindo-se como um peixe fisgado.
Nilton deu um tapa no próprio rosto, finalmente conseguindo conter o sorriso.
Celeste hesitou, arregalando os olhos, como se perguntasse o que havia acontecido.
Nilton sorriu e disse: "Nada, acho que um inseto pousou no meu rosto... A propósito, eu te disse que abri um restaurante, a comida é ótima. Já que estou livre hoje, gostaria de ir comigo?"
Celeste não conseguiu conter o riso e, surpreendentemente, concordou: "Tudo bem."
Nesse momento, ela se virou para a janela, e seu olhar parou de repente, fixo em uma silhueta na esquina da rua.
"Pare o carro", disse Celeste subitamente.
Nilton franziu a testa: "O que foi? Não íamos jantar?"
"Mandei parar o carro!", a voz de Celeste se elevou bruscamente.
Nilton ficou confuso, mas não ousou discutir e rapidamente encostou o carro.

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