Em tão pouco tempo conseguiram entrar e injetar medicamento em Iris; certamente já tinham planejado isso antes. Mesmo com a segurança do hospital reforçada, era impossível prever esse tipo de situação.
"Foi gente da Zoé," disse Jessica.
Orlando franziu a testa: "De novo ela?"
Víctor também ficou atônito.
Natan exclamou, indignado: "Em pleno dia, têm coragem de cometer esse crime! Essa Zoé quer mesmo ver Iris morta! E aquele canalha de agora há pouco, para matar alguém não mede esforços, afinal, o que ele ganha com isso?"
David comentou: "Neste mundo há muitos mercenários; basta pagar, e fazem qualquer coisa."
Gisela, revoltada, disse: "Ainda bem que vimos a tempo, senão nem teríamos conseguido segurá-lo! Que absurdo!"
Orlando ficou em silêncio por um instante, então declarou: "Mesmo assim, eles conseguiram. Foi uma falha minha."
Ele olhou para todos e disse: "A partir de agora, além de mim e do Dr. Costa, só mais um colega de minha total confiança poderá entrar no quarto da Iris. Mais ninguém."
Em seguida, tirou o celular e ligou, dando ordens:
"Investigue todo o sistema de segurança do hospital. Quero a lista de todos os funcionários em cinco minutos."
Quando a atenção de todos se voltou de novo para Iris, perceberam que o ombro de Víctor, encostado na cama dela, tremia levemente.
Desde que ouvira o nome de Zoé, ele não dissera mais nada, cabeça baixa, um comportamento claramente estranho.
Jessica se aproximou, preocupada: "Víctor, você está bem?"

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