Juntando-se aos quatro pequenos travessos, que eram espertos e sempre conseguiam fazê-la rir.
O médico dissera que sua capacidade intelectual havia regredido ao nível de uma criança de quatro anos, igual a uma garotinha...
Na verdade, talvez nem chegasse ao nível dos quatro pequenos.
Mas, com certeza, eles tinham uma linguagem em comum.
Tristan colocou um ursinho de pelúcia nas mãos de Iris e disse com voz doce e infantil: "O ursinho vai ser seu travesseiro, ele é muito bonzinho!"
Iris abraçou o brinquedo macio, e o sorriso em seus lábios não desapareceu nem por um instante.
Somente Natan não se importava em ir ao hospital fazer uma visita, achava Iris parecida com uma criança com deficiência.
David caminhou até a janela e discou para Ramiro, perguntando em voz baixa sobre o paradeiro de Zoé.
Apesar de Iris já ter despertado, o fato de Zoé ainda estar viva continuava deixando todos inquietos.
Enquanto isso, do outro lado, Zoé observava as imagens das câmeras de segurança, assistindo à cena harmoniosa no quarto do hospital, e um sorriso frio surgiu em seus lábios.
Ela girava o anel em forma de serpente em seu dedo, e um brilho impiedoso passou por seus olhos.
Ah, eles eram mesmo habilidosos: depois de terem sido injetados com neurotoxina, ainda assim conseguiram trazer alguém de volta à consciência.
Mas isso nem era o mais revoltante.
Na opinião dela, o pior era o filho ainda gostar de uma pessoa que perdeu a memória e cuja mente não estava em perfeito estado.
"Víctor, você realmente me decepcionou..."
Mas, no momento, ela não podia fazer nada, ainda que pudesse tirar a vida de Iris a qualquer instante, hesitava em agir — se pressionasse demais, perderia o filho de vez.
No hospital, Jessica avistou de repente uma figura conhecida.
Era um homem de terno impecável, cabelo cuidadosamente penteado: o pai de David, Antônio Martins.
Ela estava prestes a falar, quando percebeu que ele havia entrado no quarto de Maria.

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