Os dedos de Víctor ainda apertavam o pulso gelado de Iris. Ao ouvir o barulho, seu rosto ficou pálido como papel. "O que aconteceu?"
Os quatro pequenos sentiram o coração apertar ao mesmo tempo.
"Morreu?"
"Será que o comprimido do Rei Venenoso não funcionou?"
Daniel e Julio cochicharam.
Geraldo respondeu com calma: "Chamem o médico primeiro."
Ele apertou o botão de chamada e, poucos instantes depois, o médico entrou às pressas.
Começaram os exames, os procedimentos de emergência.
Só quando o médico encostou o estetoscópio no peito de Iris, houve uma reação.
"Os batimentos cardíacos voltaram!" disse o médico enquanto examinava. "Rápido! Preparem a adrenalina!"
Os profissionais de saúde se movimentavam apressadamente pelo quarto. Víctor foi empurrado para um canto, mas em nenhum momento desviou o olhar.
Ele viu a enfermeira colocar a máscara de oxigênio em Iris, depois observou ajustarem a velocidade do soro. Cada segundo parecia uma dança sobre lâminas.
Ninguém sabia quanto tempo se passou. O barulho foi diminuindo aos poucos; a linha verde do monitor voltou a oscilar, como pequenas ondas num lago antes imóvel.
"Ela acordou, ela acordou!" gritou o médico.
Víctor correu imediatamente, chegando primeiro ao lado de Iris.
Nesse momento, os cílios de Iris tremeram de leve.
O coração de Víctor quase saltou do peito. "Iris? Iris?"
Ele falou com a voz trêmula, acariciando suavemente o dorso da mão dela com o polegar.

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