Diante do questionamento de Víctor, o médico gaguejou e não conseguiu responder.
Nesse momento, Orlando se aproximou, com uma expressão grave, e disse: "A situação da Iris realmente é um pouco complexa. Agora ela está em coma, além de ainda respirar e o coração continuar batendo, está completamente como uma paciente em estado vegetativo. Em todos os meus anos de medicina, é a primeira vez que vejo algo assim."
Víctor sentiu tudo escurecer diante de seus olhos, quase não conseguindo se manter em pé.
"Como isso pôde acontecer..."
Quando ele saiu, Iris estava perfeitamente saudável, sem nenhum problema aparente. Como de repente ela podia estar em estado vegetativo?
Os outros também acharam tudo inacreditável.
Uma pessoa tão saudável, sem nenhum trauma físico, como poderia de repente entrar em coma e virar um "vegetal"?
Ele olhou para Iris no quarto de monitoramento, mas, separado pelo vidro, só pôde ver seu rosto pálido e os vários aparelhos conectados ao corpo dela.
Nesse instante, o celular dele vibrou.
Na tela, apareceu o nome "Zoé". Inicialmente, ele pensou em desligar imediatamente, mas, lembrando de algo, acabou atendendo.
Ele se afastou um pouco e atendeu ao telefone.
Do outro lado da linha, soou a voz fria de Zoé, como uma serpente venenosa: "Filho, não te avisei? Se você insistisse em ficar com ela, ela iria morrer."
Víctor ficou atônito: "O que você fez com ela?"
"Ha ha..."
Zoé riu baixinho, e aquele som fez Víctor se lembrar da voz suave de quando ela o convencia a tomar remédio na infância, mas agora parecia mais afiada do que uma lâmina envenenada.

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