No quarto do andar de cima, os quatro pequenos se reuniram para conspirar por um tempo.
Daniel levantou-se ansioso: "Vou ligar agora mesmo para o Sr. Castelo e mandar ele soltar o papai!"
Geraldo, usando sua habilidade em tecnologia, rapidamente conseguiu o número privado do Sr. Castelo.
Quem atendeu foi Rawlsson. Ao perceber que era o pequeno senhorzinho ligando, ficou surpreso e ia começar uma conversa formal...
Mas Daniel não quis papo, forçando um tom frio em sua voz infantil: "Faça o Sr. Castelo atender."
Rawlsson hesitou: "O Sr. Castelo?"
Será que era... aquele Sr. Castelo?
Daniel colocou as mãos na cintura: "Isso mesmo, o bisavô! O que foi, ele está com medo de atender o telefone?"
O suor começou a escorrer pela testa de Rawlsson, que pressionou o fone contra o peito, aflito. O pequeno estava sendo mesmo irreverente... Como ousava chamar o Sr. Castelo por um apelido?
Com receio de que do outro lado da linha saíssem mais palavras chocantes que o Sr. Castelo pudesse ouvir, Rawlsson abaixou a voz e disse: "Senhorzinho, o Sr. Castelo está ocupado agora e não pode atender, mas se precisar de algo, pode falar comigo."
Do lado de cá, Rawlsson estava na porta do escritório do Sr. Castelo, olhando para o homem sentado na cadeira, lustrando o chicote de couro de jacaré, e perguntou baixinho.
Daniel franziu as sobrancelhas, sua voz de criança recheada de aborrecimento: "O que ele pode estar fazendo de tão importante? Tudo bem, falo com você. Diga ao Sr. Castelo para soltar meu papai!"
"Soltar seu papai?" Rawlsson repetiu, olhando de canto de olho para o Sr. Castelo, que de repente parou o que fazia.
No escritório, o crocodilo de estimação balançava o rabo no aquário, espirrando água no tapete persa.
O Sr. Castelo tinha ouvido.
Rawlsson só pôde relatar honestamente: "É o pequeno senhor da Família Martins."
O Sr. Castelo fechou a cara, largando o chicote de couro, e seus dedos estalaram.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!