David olhou para a insana Zoé e disse: "Você não terá mais chance de nos fazer esperar, desta vez você vai morrer pelas mãos do seu próprio filho."
Pela primeira vez, a expressão de Zoé se quebrou. Ela lançou um olhar de ódio para David, seus olhos inundados por uma raiva avassaladora, como se quisesse devorá-lo vivo.
David não se abalou, decidido a dar essa oportunidade a Víctor.
"Víctor, faça o que tem que fazer."
Víctor segurava a pistola, travando uma batalha feroz dentro de si.
David olhou para o relógio e acrescentou: "Se você não conseguir, eu posso ajudá-lo."
Víctor balançou a cabeça, recusando ajuda.
Mas o conflito entre razão e emoção quase o partia ao meio.
Sua mão tremia violentamente.
A arma baixou por um instante, mas logo voltou a apontar para o peito de Zoé.
Ele odiava sua própria fraqueza e impotência, odiava esse senso de moralidade que parecia uma sombra inseparável.
Por que não conseguia atirar de uma vez nessa mulher? Ela merecia tanto a morte...
Zoé percebeu a luta dele e, suavizando a voz, disse: "Víctor, você não vai acreditar nessas mentiras, vai? Eu cuidei de você tantos anos, te dei a melhor educação, fiz de você o herdeiro da Família Castelo... é assim que me retribui?"
"Meu pai... André." Sua voz saiu despedaçada. "Seu primeiro marido, também foi o primeiro a descobrir seus experimentos com pessoas vivas. Quando você o matou... pensou que ele tinha um filho?"
Zoé permaneceu em silêncio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!