O grupo subiu silenciosamente até o terceiro andar.
Zoé fez um gesto, e os seguranças imediatamente se dispersaram, avançando em leque em direção à posição indicada pelo vídeo.
Através do vidro coberto de poeira, era possível ver a silhueta encurralada em um canto, escondida atrás de uma lona.
No reflexo do espelho, aparecia uma silhueta esguia, vestida com um terno preto impecável — era exatamente a roupa de David.
Do outro lado da parede de vidro havia um antigo laboratório abandonado, com apenas uma entrada e saída, agora bloqueada pelos homens de Zoé.
"Diretor Martins, pare de se esconder." Duke não conseguiu conter um sorriso, exibindo uma confiança vitoriosa. "Sabemos que está aí dentro, saia logo e se entregue. Seus homens já foram todos neutralizados, agora você não passa de um último suspiro."
Após suas palavras, não houve resposta.
Apenas o som do vento assobiando pelas janelas quebradas.
Zoé franziu o cenho, sentindo uma ponta de inquietação.
Estava silencioso demais.
David não era alguém que esperava a morte de braços cruzados; mesmo encurralado, deveria tentar uma última cartada.
Ela virou-se e sinalizou para que os membros da equipe fossem verificar.
O grupo se aproximou com cautela, chegando perto do canto coberto pela lona.
Zoé já não tinha paciência. Pegou uma arma das mãos de Duke e disparou diretamente contra a lona.
O "bang!" ecoou ensurdecedor no espaço fechado.
A lona ficou com um buraco chamuscado, mas, estranhamente, não houve o esperado grito de dor nem o som de alguém caindo.
Algo estava errado.
Zoé lançou um olhar, e dois subordinados imediatamente avançaram, puxando a lona com força.
O resultado: ninguém ali. Apenas um aparelho de ar-condicionado vertical encoberto, com um paletó de terno jogado por cima.
Ao ver aquilo, Zoé exclamou furiosa: "Como assim? Onde está a pessoa que vocês viram?"

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