Os três se viraram e viram Orlando já parado na porta do consultório, com o jaleco branco manchado de sangue e o rosto sombrio.
Entre os dedos longos, ele ainda segurava uma luva ensanguentada, claramente recém-chegado de algum atendimento de emergência.
Jessica exclamou surpresa: "Morreu? O que aconteceu?"
Orlando jogou as luvas no recipiente de resíduos hospitalares antes de responder: "Aquela mulher realmente veio marcar consulta comigo, mas hoje a agenda estava cheia, ela esperou o dia todo e não conseguiu vaga..."
Orlando era extremamente higiênico. Aproximou-se da pia, esfregando vigorosamente as mãos enquanto falava: "Quando ela estava indo embora, sentindo dores intensas, foi encaminhada direto para o pronto-socorro."
Raquel insistiu: "E depois?"
"Depois?" Orlando fechou a torneira e se virou para todos: "Já na maca de emergência, ela de repente vomitou sangue escuro. Segundo o exame preliminar, nos minutos finais, ela ingeriu veneno agudo. Morreu envenenada."
"Envenenada?" Todos ficaram perplexos.
Ramiro foi o primeiro a reagir: "Quem colocaria veneno nela assim, num hospital?" Franziu a testa, pensativo. "Ou será que... foi ela mesma que tomou?"
Orlando franziu ainda mais a testa e continuou: "Além disso, o corpo dela estava coberto de ferimentos: o braço esquerdo com fratura grave, hematomas por todo o corpo, queimaduras, até cicatrizes circulares, típicas de queimadura de cigarro."
Sua voz ficou cada vez mais gélida: "A fratura tinha pelo menos duas semanas e... havia sinais claros de reinjúria — alguém quebrou de novo o osso que já estava começando a cicatrizar. A avaliação inicial indica que ela sofria violência doméstica há muito tempo."
"E ela ainda estava grávida! Quem seria tão cruel a esse ponto?" Raquel perguntou indignada.
Orlando apertou os lábios: "Aquele homem, o marido dela, fugiu do hospital logo após a morte da mulher."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!