Ao virar a esquina, eles avistaram a silhueta parada diante da porta 703. Orlando estava encostado na parede, a mão direita no bolso do casaco, a esquerda segurando o celular enquanto falava com alguém.
"Orlando." Jessica apressou o passo e se aproximou.
Orlando levantou a cabeça, e a tensão em seu olhar se aliviou um pouco ao vê-la, mas logo voltou a se intensificar. "Você não devia ter vindo."
O olhar dele passou por cima do ombro de Jessica, atento ao corredor. "Antes de partir, David ainda me pediu para cuidar de você."
Jessica ficou levemente surpresa; não imaginava que David teria se esforçado tanto, a ponto de arranjar tantas pessoas para protegê-la.
"Estou bem. E o Nilton, como está?"
Orlando não respondeu, empurrou diretamente a porta do quarto.
No quarto, Nilton estava meio recostado na cabeceira da cama, o braço esquerdo engessado, uma bandagem na testa, mas os olhos brilhavam intensamente.
Ao ver Jessica, ele abriu um sorriso largo: "Olha só, a maninha veio? Orlando, você exagerou, foi só um tombo..."
"Cala a boca, vai." Orlando fechou a porta com impaciência e trancou rapidamente. "A maninha veio te ver, correndo perigo."
O sorriso de Nilton desapareceu na hora, a preocupação cruzou seus olhos: "Maninha, você está bem?"
Ele se esforçou para se sentar mais ereto. "Orlando disse que o pessoal da Zoé está vigiando este hospital o tempo todo."
Enquanto isso, Orlando foi até a janela, puxou um pouco a cortina e disse: "Tem uma van sem placa lá embaixo, não estava lá há dez minutos. Apareceu assim que você chegou, maninha."
Jessica franziu a testa e se aproximou da cama: "Fica tranquilo, com o Ramiro me protegendo, estou segura por enquanto. Mas e você, como foi se machucar assim?"

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