O escritório de Zoé localizava-se no último andar do edifício financeiro, com janelas panorâmicas que permitiam ver as luzes de toda a cidade.
Ela estava de costas para a porta, parada diante da janela, com uma taça de cristal nas mãos. O vinho tinto, sob a luz, parecia de um vermelho escuro, quase como sangue.
Ao som de batidas na porta, um de seus subordinados, vestido de preto, entrou no escritório.
"Ele já saiu?" Zoé perguntou.
Atrás dela, o subordinado endireitou a postura, quase sem perceber: "Sim, Sra. Zoé, David já saiu. Pelo visto, está indo direto para a nossa base."
Zoé sorriu friamente, o canto dos lábios se elevando enquanto seus dedos delicados balançavam suavemente a taça, observando o líquido vermelho deixar marcas efêmeras na parede do cristal antes de sumirem rapidamente.
"Ele tem coragem, ousa me enfrentar assim."
Ela virou-se devagar, os lábios vermelhos escuros lembrando alguém que acabara de provar sangue fresco. "Desta vez, ele não vai voltar."
Enquanto David estivesse vivo, ela nunca teria paz.
Jamais conquistaria o posto de herdeira!
Zoé colocou a taça sobre a mesa e pegou uma pistola prateada e requintada da gaveta.
Em seguida, ergueu a arma e mirou a foto de David pendurada na parede. "Por isso, ele precisa morrer."
O buraco na foto ficava exatamente no centro da testa de David.
O subordinado baixou a cabeça: "Tudo está pronto, três linhas de defesa, doze pontos de sniper, cada base está protegida. Desta vez, vamos acabar com ele!"
"Ele não levou aquele guarda-costas de confiança?" Zoé perguntou de repente.
"Não, ele deixou Ramiro para proteger a família dele."
Zoé soltou uma risada leve: "Que homem nobre."
Seu tom tornou-se repentinamente gelado. "Uma pena, homens nobres morrem cedo."
Cansada de atirar, Zoé largou a arma e caminhou para a sala de descanso privativa ao lado do escritório. "Prepare tudo, vou trocar de roupa para algo mais adequado ao serviço."

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