Depois de desligar o telefone, David olhou para o céu, que clareava pela janela.
O pesadelo de Jessica, as ações de Zoé, o aparecimento do médico misterioso...
Esses fragmentos iam se encaixando em sua mente, formando um quadro assustador.
Ele precisava acelerar os passos.
De manhã cedo, Jessica pediu para a empregada preparar o café da manhã. Logo, os quatro pequenos desceram um após o outro.
David estava à mesa, olhando para seu tablet, com o ar de quem tinha muito a resolver.
Imediatamente, os quatro pequenos se aglomeraram ao lado da mamãe.
"Mamãe, quando é que a irmãzinha vai sair?" Daniel, curioso, deitou-se ao lado da perna de Jessica e acariciou sua barriga.
"Faltam mais quatro meses, viu?"
Daniel soltou um "ah": "Nossa, ainda vai demorar tudo isso?"
Jessica sorriu e bagunçou o cabelo dele, mas de repente uma dor aguda atravessou seu abdômen, quase fazendo o prato escorregar de suas mãos.
David apareceu ao lado dela num instante: "O que foi?"
Os quatro pequenos olharam tensos para ela.
"Não é nada, o bebê só deu um chute." Jessica forçou um sorriso, mas o rosto já estava pálido.
David ajudou-a a sentar, com um olhar sombrio.
Não era a primeira vez. Ultimamente, os sintomas da gravidez de Jessica estavam cada vez mais fortes, mas o médico sempre dizia que estava tudo normal.
Ele franziu a testa de repente: "Daqui a pouco vou levar você e a Edna para fazer um exame, vamos trocar de médico."
"Edna?" Quatro cabecinhas se viraram ao mesmo tempo, oito olhos arregalados de espanto.
"Quem é Edna?"
David pigarreou: "É o nome da irmãzinha de vocês."
Jessica explicou sorrindo: "Ontem à noite, o papai já escolheu o nome da irmãzinha: Edna. E o apelido também é Edna."
Mal terminou de falar, a sala de jantar virou uma bagunça.
"Não pode!" Os quatro pequenos falaram em coro, com o rosto estampado de discordância.
Jessica se surpreendeu: "O que foi?"

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