"Papai!"
Como era de se esperar, era o David que voltava para casa.
Antes mesmo dele entrar, os quatro pequenos já haviam tagarelado tudo sobre o Nilton.
Geraldo disse: "O tio Nilton se apaixonou hoje!"
Daniel completou: "E já levou um fora de novo!"
Tristan acrescentou: "Agora está bebendo!"
Julio finalizou: "Igualzinho a um fantasma ressentido!"
David arqueou as sobrancelhas e entrou na sala. De imediato, viu Nilton largado no sofá.
Nilton levantou os olhos, viu David e ainda balançou a garrafa de cachaça na mão, com a voz trêmula: "Quer um pouco?"
David se aproximou com o rosto impassível e respondeu com frieza: "Não, minha esposa não gosta do cheiro de álcool."
Sem mais, passou o braço pela cintura de Jessica e a levou para longe daquele bêbado.
Jessica ainda tentou olhar para trás para consolar Nilton, mas David segurou seu pulso e sussurrou ao seu ouvido: "Deixa ele, deixa ele se recuperar sozinho."
Ela abriu a boca, mas no fim só suspirou, permitindo que David a levasse escada acima.
Atrás deles, Nilton tomou um gole de álcool com a cabeça jogada para trás e murmurou com amargura: "Heh... até meu cunhado me despreza."
Os quatro pequenos se agacharam ao lado, apoiando o queixo com as mãos: "Tio Nilton, você está realmente muito mal."
"..."
Nilton ficou desanimado por vários dias, ninguém conseguia animá-lo, e ele afogava cada vez mais as mágoas na bebida.
A sala virou seu próprio "bar", garrafas vazias de uísque se acumulavam na mesa de centro, e ele se afundava no sofá, olhar perdido, parecendo um corpo sem alma.
Toda vez que David chegava em casa, dava de cara com aquele "fantasma ressentido" bêbado, franzindo tanto a testa que parecia capaz de esmagar uma mosca.
Tentou expulsá-lo algumas vezes, sem sucesso.
No fim, resolveu ignorar.
Mas bastou Iris aparecer para tudo mudar.
Naquele dia, Iris entrou cabisbaixa pela porta, e assim que pisou na sala—
"Vapt!"

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