Naquela época, o diretor ainda fez questão de "consolá-lo": "Deus Nilton, a imagem e a atuação do Gilson realmente combinam mais com o protagonista, não leve a mal..."
Nilton soltou uma risada fria na hora.
Atuação melhor? Tudo bem, então eu vou interpretar um morto, te incomodando por dezenove episódios!
Essa novela tinha vinte episódios no total, e ele, o amor platônico que morreu cedo, foi amado pela protagonista por dezenove episódios; só no último episódio o casal principal finalmente ficou junto. Por isso, assim que Nilton leu o roteiro, aceitou o papel sem hesitar.
Nilton não atrapalhou a gravação de Celeste, apenas se recostou na área de descanso aguardando.
Os funcionários ao redor o observavam discretamente e cochichavam:
"Deus Nilton está esperando a Celeste, não é?"
"Os dois estão mesmo namorando..."
Nilton tinha ouvido aguçado, captou cada palavra claramente, mas fingiu que não ouviu nada.
Ali perto, o assistente do Gilson lançou um olhar discreto.
Gilson, aproveitando a pausa nas gravações, deu uma olhada rápida e logo avistou Nilton sentado não muito longe dali.
Ele curvou os lábios em um sorriso e se aproximou lentamente: "Nilton?"
Nilton estava de olhos fechados, fingindo cochilar. Ao ouvir aquela voz familiar, cutucou o ouvido com impaciência: "Que barulho, hein, quem deixou o cachorro latir?"
Ele abriu os olhos preguiçosamente, fingindo surpresa: "Ora, olha só quem é, é o Gilson."
Gilson não se irritou, ao contrário, respondeu com um sorriso sarcástico: "Ouvi dizer que esse puxa-saco veio atrás da estrela de novo?"
Ele examinou Nilton de cima a baixo, o tom cheio de desdém: "Você já se olhou no espelho? Acha que a estrela vai te dar bola?"
A família de Gilson era influente, então ele não temia Nilton.

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