Hugo virou as costas para Maria e disse friamente: "Veja você mesma."
Com as mãos trêmulas, Maria pegou o pesado envelope de documentos.
Ela o abriu lentamente e retirou os papéis de dentro—
O relatório de exame de DNA.
Conclusão: excluída a relação biológica de paternidade.
Os dedos dela estremeceram de repente, e as folhas caíram no chão com um ruído seco.
"Hugo, me desculpa..." Sua voz saiu embargada, e os olhos logo ficaram vermelhos.
Hugo continuou de costas para ela, os ombros tensos, falando com a voz presa na garganta: "Então, todos esses anos, não importava o que Levi fizesse comigo, você nunca se importou, não é?"
A voz dele era rouca, mas o tom permanecia estranhamente calmo: "E Florinda, mesmo que fosse cruel e mesquinha, mesmo que tivesse feito tantas besteiras, mesmo sabendo que David a jogou do penhasco... você ainda quis encontrar o corpo dela."
Ele se virou de repente, os olhos injetados de sangue: "Só porque eu não sou seu filho!"
Maria, desesperada, deu um passo à frente, tentando segurar a mão dele: "Não é isso, Hugo, eu..."
"Cale a boca!" Hugo interrompeu com severidade. "Todos esses anos, nunca senti nenhum amor de pai! E agora, até o de mãe é falso!"
"Hugo, não é assim..."
Ele soltou uma risada fria, o olhar carregado de desprezo: "Pare de chorar, suas lágrimas não poderiam ser mais falsas! Você posa de vítima, mas na verdade é egoísta e mesquinha. Não ama o papai, nem a mim!"
Maria ficou pálida, cambaleando para trás.
Hugo avançou, cada palavra mais cortante: "Se realmente quisesse vingar Florinda, por que não confrontou David? Foi ele quem matou Florinda..."

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