Zoé cumpriu com a "promessa" e ordenou que soltassem Iris.
Víctor ficou de longe, observando enquanto Iris saía do cômodo secreto. Ele não se aproximou, tampouco se despediu.
Limitou-se a olhar silenciosamente para as costas dela, acompanhando-a com o olhar até que se afastasse em segurança.
Assim que deixou o cômodo, Iris sentiu como se um olhar fixo a seguisse, penetrante e constante.
Virou-se rapidamente, mas não viu ninguém.
"Que estranho..."
Franziu a testa, sem sequer saber quem a capturara, e agora, de repente, a estavam soltando daquela forma inexplicável?
De qualquer forma, sair dali já era motivo para comemorar.
Sem olhar para trás, disparou em uma corrida apressada.
No saguão do aeroporto, Zoé aproximou-se de Víctor, os lábios vermelhos desenhando um leve sorriso:
"Víctor, agora está na hora de vir comigo."
Víctor assistiu Iris embarcar no voo de volta, assentindo com o rosto inexpressivo:
"Está bem."
Em seguida, entrou no carro com Zoé.
Porém, no instante em que a porta se fechou, o semblante de Zoé mudou repentinamente.
Ela lançou um olhar significativo para seu subordinado.
O homem assentiu quase imperceptivelmente, e um lampejo de intenção assassina brilhou em seus olhos.
Desde o início, Zoé jamais tencionou poupar Iris.
Aquela mulher que confundira seu filho precisava morrer.
A promessa de libertá-la não passava de uma encenação para Víctor.
E agora—o espetáculo chegava ao fim.
............
Os quatro pequenos descobriram a trama de Zoé através da vigilância.
Daniel ergueu a cabeça do computador abruptamente, o rostinho tenso:
"Não é bom! Aquela mulher má quer fazer mal para a tonta!"
Nas imagens, o subordinado de Zoé seguia Iris discretamente, olhar frio e pronto para agir a qualquer momento.
Natan franziu as sobrancelhas:
"O que vamos fazer agora?"
Geraldo acenou com as mãos, tentando acalmar:
"Não se preocupem, temos aliados."

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