Víctor nunca ficava tranquilo e perguntou novamente a Zoé: "Você me prometeu que a soltaria, já cumpriu?"
Zoé ergueu a xícara de café com calma, tomou um pequeno gole e só então respondeu devagar: "Soltei, já que prometi, cumpri sim."
Víctor fitou os olhos dela, com tom firme: "E você tem que garantir que nunca mais vai se aproximar dela, nem machucá-la de novo."
Zoé semicerrrou os olhos, a ponta dos dedos deslizando suavemente pela borda da xícara, e depois de um breve silêncio, assentiu: "Está bem, não vou mais tocá-la."
"Quero ver com meus próprios olhos você libertando ela, senão não confio."
Zoé soltou uma risadinha, com um traço de ironia no olhar: "Heh, você realmente não confia em mim nem um pouco, não é?"
Víctor zombou friamente: "Você é alguém capaz de tramar até contra o próprio marido, claro que não confio."
O rosto de Zoé enrijeceu de repente, logo escurecendo: "Já disse que não fui eu..."
Víctor a interrompeu, com a voz carregada de uma raiva guardada por anos: "Foi você quem levou meu pai à morte."
As pupilas de Zoé se contraíram, os dedos apertaram a xícara inconscientemente: "Afinal, quanto você sabe?"
Víctor a encarou, indiferente: "Eu já não sou mais uma criança. Todos esses anos, investiguei a morte do meu pai."
Zoé ficou em silêncio por um momento, tomou outro gole de café e respondeu com um tom perigosamente calmo: "Então, o que foi que você descobriu?"
Víctor riu com desprezo, o ódio transbordando nas palavras: "Eu sei que a morte do meu pai não foi acidente, muito menos um acidente de carro."
"Naquela época eu era pequeno, você podia me enganar dizendo que foi um acidente, mas eu sabia que não era..."
"Tudo isso foi um plano seu com o Duke."
"Por isso, durante todos esses anos, eu nunca suportei você e o Duke."
"Ver vocês me dá nojo!"

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