Víctor apertou os punhos, a voz tensa: "Então ainda dá para encontrar a pessoa?"
Daniel deu um tapinha em sua perna, o tom firme: "Você precisa confiar na gente, confiar no Geraldo."
Víctor assentiu com relutância: "Eu confio..."
No entanto, suas palavras soaram claramente sem convicção.
De repente, como se tivesse lembrado de algo, Víctor perguntou ansioso: "E aqueles especialistas, o que houve com eles?"
Tristan balançou a cabeça: "Todos estão procurando, mas ainda não há notícias. Se tivermos alguma, avisamos vocês."
A voz de Víctor saiu rouca: "A gente não pode só ficar aqui esperando, pode?"
Natan deu de ombros, continuando com suas ideias mirabolantes: "Tem outro jeito — você pode voltar e procurar a Zoé, negociar com ela, ou aceitar o que ela quer. Assim, a Iris volta."
Víctor ficou em silêncio por um momento e, por fim, assentiu: "Se não houver outra saída, vai ter que ser assim."
Assim que terminou de falar, já se virou para sair.
Natan ficou surpreso e imediatamente pulou, segurando-o: "Ei, era brincadeira! Você vai mesmo?"
De costas para todos, os ombros de Víctor caíram um pouco, sua voz soou baixa e amarga: "Se eu não voltar, ela nunca vai deixar a Iris em paz."
Ele se virou lentamente, forçando um sorriso pálido nos lábios: "Eu entendi... não posso ser tão egoísta assim... Só porque eu gosto dela, não posso colocá-la em perigo."
"Além do mais, a Iris nunca disse que gostava de mim..."
O silêncio tomou conta do ambiente, todos trocaram olhares.
Víctor respirou fundo e se esforçou para sorrir: "Quando a Iris voltar, não contem nada para ela... Ela vai achar que sou um inútil..."
"Digam só que eu fui viajar pelo mundo."
Natan e os quatro pequenos se entreolharam.
Depois de um momento, Natan não aguentou e perguntou: "Será que isso vai funcionar?"

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