Naquela época, a mãe já sabia a verdade, ela já sabia que a culpada por ter separado mãe e filha era Zoé.
Jessica apertou os punhos.
Luciano continuou: "A pessoa que vocês mais deveriam matar é a Zoé."
David segurou Jessica, olhou para Luciano de cima para baixo e falou friamente: "Você está nos contando tudo isso porque quer usar nossas mãos para matar a Zoé, não é?"
Jessica também olhou para Luciano.
Luciano ficou surpreso por um instante, mas logo caiu numa gargalhada insana: "E se for? Isso mesmo, quero usar vocês para matar a Zoé."
Ele virou-se para Jessica: "Você não odeia? Ela quase queimou você e sua mãe vivas!"
As unhas de Jessica cravaram profundamente em sua palma. "Odeio, é claro que odeio."
Luciano exibiu um sorriso satisfeito, sussurrando como uma cobra venenosa: "Sendo assim, por que não matá-la? Vocês precisam vingar-se..."
Luciano murmurou para si mesmo.
"Mesmo que eu morra... Zoé também não vai se dar bem!"
"Vou esperar... esperar para ver vocês mandando ela para o inferno com as próprias mãos!"
Vruummmm—
Do lado de fora, o rugido de um motor ecoou, seguido pelo grito claro e animado de Daniel:
"Papai! Mamãe! Viemos salvar vocês!"
Jessica ergueu a cabeça de repente, um brilho de surpresa nos olhos: "É a voz do Daniel!"
O rosto de Luciano mudou drasticamente, seus dentes rangendo de raiva. Aqueles pestinhas... ainda ousaram voltar?
Do lado de fora, os quatro pequenos se reuniram para uma discussão urgente.
Tristan franziu a testa: "Papai e mamãe estão presos lá dentro, como vamos abrir a porta?"
Julio ergueu os punhos: "É só explodir tudo com uma bomba!"
Tristan logo segurou sua mão: "Não! E se a gente machucar papai e mamãe sem querer?"
Geraldo analisava calmamente a estrutura da porta: "É uma porta com mecanismo que o Luciano instalou às pressas. Deve ter algum controle escondido."

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