"Droga! Será que os pequenos estão em apuros?" Ramiro virou-se imediatamente e caminhou apressado em direção ao campo de flores onde David e Jessica estavam.
"Diretor Martins! Senhora!" ele gritou alto, "Eu vi a aranha dos meninos!"
"Aranha?" David e Jessica levantaram a cabeça ao mesmo tempo, o olhar se tornando sério.
Eles sabiam muito bem do que se tratava: a pequena aranha de Geraldo, normalmente usada para transmitir mensagens urgentes ou para procurar alguém.
Mas a questão era—
Por que a aranha estava ali?
Será que os pequenos estavam preocupados e mandaram a aranha para procurá-los?
Mas antes de saírem, David já tinha pedido à tia da Costa Dourada para avisar os quatro pequenos sobre a viagem de férias.
Jessica imediatamente disse: "Vamos dar uma olhada."
David a acompanhou, a testa levemente franzida.
O grupo procurou pela praia e finalmente encontrou a pequena aranha perto de uma pedra.
Assim que Jessica se aproximou, a aranha pulou animada duas vezes, mexendo rapidamente as oito pernas, e se esfregou nos pés dela, subindo pela barra de sua calça.
Jessica tinha certeza de que era mesmo a aranha de Geraldo. Ela estendeu a mão, e a aranha imediatamente saltou para sua palma, piscando sua luz azul com mais intensidade, como se quisesse transmitir algum sinal.
Depois, a aranha deu uma volta na mão dela, pulou mais duas vezes, quase como se estivesse fazendo charme.
Naquele instante, Jessica quase pôde ouvir as vozes dos quatro pequenos:
"Mamãe, mamãe!"
A voz era suave, um pouco manhosa, como se dissesse: "Por que você ainda não voltou?"
O coração dela se derreteu de repente.
Os pequenos realmente estavam com saudades dela.
Jessica sorriu e, olhando para a aranha, falou baixinho: "Queridos, a mamãe entendeu, a mamãe já vai voltar."

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