Quando a porta de ferro do porão foi arrombada, Natan estava encolhido num canto, todo machucado.
Ao ouvir o barulho, ele ergueu a cabeça de repente. Quando viu que era Víctor, seu olhar imediatamente passou da desconfiança para a fúria, como se quisesse avançar e morder o outro.
"Seu desgraçado de cabelo amarelo!" rosnou ele, com a voz rouca. "Lembrou de mim agora? Eu..."
Víctor avançou num salto e tapou a boca dele: "Você ainda quer fugir?"
Natan o encarou com olhos arregalados, soltando sons abafados de "mmm mmm mmm", e balançando a cabeça com desespero.
Fugir! Claro que queria fugir!
Ele não queria ficar nem mais um segundo naquele inferno!
Víctor fez sinal para que ficasse em silêncio, soltou sua boca e rapidamente desamarrou as cordas de seus pulsos e tornozelos. Assim que Natan tentou se levantar, sentiu uma dor aguda e puxou o ar entre os dentes, com o rosto totalmente contorcido.
"Consegue andar?" Iris perguntou, preocupada.
Natan rangeu os dentes: "Consigo..."
Mas ao dar o primeiro passo, seu joelho fraquejou e ele quase caiu de joelhos.
Víctor soltou um "tss" e, sem hesitar, pegou Iris no colo: "Acompanha a gente."
Natan: "..."
Isso lá é jeito de falar com alguém?!
Assim que os três escaparam pela porta dos fundos da mansão, o rugido de hélices veio do céu noturno ao longe.
Víctor olhou para cima e viu um helicóptero decorado com desenhos de dragão voando baixo, o feixe do holofote varrendo o chão como uma rede prateada.
Era gente do Dragão.
"Vamos." Víctor se abaixou, colocou Iris no helicóptero e Natan, suportando a dor, os seguiu, amaldiçoando Víctor mentalmente milhares de vezes.
Aquele desgraçado de cabelo amarelo estava fazendo de propósito!
Poderia muito bem tê-lo ajudado, mas preferiu carregar Iris!
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