Víctor lançou um olhar rápido para Natan e, com a faca, cortou as cordas que o prendiam. Natan enfim se viu livre e soltou um suspiro aliviado: "Garotinho, dessa vez você mandou bem!"
"E essa sua entrada — cof — foi mais estilosa que qualquer superprodução de Hollywood."
Víctor não tinha tempo para brincar com Natan. Ao ver o estado lamentável de Iris, tocou o ferimento dela e sentiu o líquido pegajoso da pimenta.
Suas pupilas se contraíram de imediato. Quando ergueu os olhos, o olhar era frio como gelo e percorreu o rosto inchado de Luciano: "O que você fez com ela?"
"Víctor!" Luciano ficou furioso por ser ignorado, ainda mais por Víctor o questionar por causa daquela mulher. "Eu sou seu tio, não se esqueça."
Enquanto acariciava as costas trêmulas de Iris, Víctor encarou Luciano: "Tio Luciano, agora vou levar ela embora."
Luciano respondeu com frieza: "Quer salvar alguém bem na minha frente? Víctor, será que ficou tanto tempo fora que esqueceu as regras da Família Castelo?"
Víctor estreitou os olhos: "Se ousar encostar mais um dedo nela, transformo sua cadeira de rodas em uma urna funerária."
Natan e Iris se entreolharam, surpresos. Esse garotinho... que coragem!
Até os membros do Dragão, que assistiam tudo do telhado, ficaram animados.
"Esse Víctor vai mesmo enfrentar o próprio tio? Briga interna na Família Castelo, isso vai dar o que falar."
Luciano, tomado de raiva, soltou uma risada amarga: "Víctor, só não faço nada por respeito à Zoé. Se tiver juízo, suma daqui sozinho. Não me obrigue a agir!"
"Vamos." Víctor pegou Iris no colo e se preparou para sair, mas Luciano gritou: "Parem aí!"
Ao sinal de Luciano, os seguranças se aproximaram rapidamente, bloqueando a saída.
"Eu deixei você levar ela embora?"
Víctor virou-se devagar e encarou Luciano: "O que mais você quer?"

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