Jessica observou Gisela entrar no carro e ficou olhando até o veículo desaparecer na distância.
Dentro do carro, Natan lançou um olhar para o piercing no nariz e o brinco no lábio de Gisela, franzindo as sobrancelhas com evidente desaprovação: "Você ficou maluca? Olha só o que você fez com você mesma, parece até uma assombração!"
Essa frase foi como um estopim, acendendo instantaneamente toda a mágoa e indignação acumuladas no coração dela.
Gisela revirou os olhos e bufou friamente: "O que importa como eu estou? Isso é problema seu?"
Natan ainda tentou repreender a garota, mas Bruno o segurou a tempo, alertando: "Natan, fale direito!"
Natan se lembrou de que estava ali para pedir desculpas e, imediatamente, suavizou o tom, trocando sua expressão por um sorriso conciliador: "Princesa, eu errei, não foge de casa de novo, por favor. Você nem imagina o quanto seu irmão me xingou esses dias!"
Gisela cruzou os braços, lançando-lhe um olhar de desprezo: "Bem feito!"
Ela virou o rosto, não querendo olhar para Natan.
Se Natan não tivesse lido seu diário escondido, ela não teria sentido tanta vergonha, nem teria fugido de casa, tampouco teria encontrado pessoas ruins.
Enfim, tudo era culpa do Natan!
Natan apressou-se a concordar: "Sim, sim, eu mereci, você é generosa, não guarda mágoa de mim, por favor, não se incomode comigo."
Gisela resmungou: "Depende do meu humor."
Mas Natan não desanimou e continuou sorrindo: "Tudo bem, eu espero você. Quando seu humor melhorar, você me perdoa. Agora, vamos pra casa direitinho, está bem?"
O aroma de perfume de cedro preenchia o interior do carro, trazendo memórias à tona, enquanto Gisela apertava o pedaço rasgado do moletom e, de repente, falou com a voz embargada: "Mano, me desculpa..."
Bruno e Natan se entreolharam surpresos.

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