"Hum, vou fazer do seu jeito." David respondeu com desinteresse. "Bruno já está procurando, se amanhã não tiver notícias, eu mando alguém ir atrás."
Jessica assentiu com a cabeça.
No meio do caminho, David pediu ao motorista para desviar até Costa Dourada. Depois de passar tanto tempo hospedado na casa da Família Gomes, agora que sua visão tinha melhorado, ele já não tinha mais desculpa para continuar por lá.
Além do mais, sua esposa já tinha sido reconquistada, não havia motivo para ele continuar insistindo em ficar.
A noite em Costa Dourada era tranquila e serena.
Jessica saiu do banho, vestida com o pijama, e ao sair do banheiro, parou de repente.
Viu David recostado na cabeceira da cama, com um olhar profundo e magnético fixo nela. As curvas insinuadas sob o pijama não escaparam a seu olhar atento.
Jessica de repente sentiu algo estranho, aquele olhar...
Por que parecia exatamente igual ao da noite no hospital?
Naquele dia, ele também a encarava assim, e ela pensava que ele não pudesse enxergá-la, por isso estava enrolada apenas numa toalha.
Quanto mais pensava, mais estranha ficava a situação, então perguntou: "Naquela noite no hospital, você viu tudo, não foi?"
David arqueou a sobrancelha, o pomo de adão subiu e desceu: "Sim."
"Ha..." Jessica riu, aborrecida, pegando a almofada ao lado e atirando nele, "Seu mentiroso!"
Afinal, naquela noite ele já tinha visto tudo, mas tinha dito que só viu no dia seguinte!
David pegou a almofada com facilidade e, aproveitando o movimento, puxou-a para seus braços, o hálito quente roçando o pescoço ainda úmido dela: "Não é como se eu nunca tivesse visto antes, precisa de tanto drama?"
Seus dedos percorreram devagar a linha da cintura dela.

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