No avião particular, Maria despertou subitamente, com o coração batendo forte.
Ela agarrou o apoio do assento em pânico, olhando ao redor com olhos cheios de temor: "E a Florinda? Por que ela não veio conosco?"
Levi largou os documentos que tinha nas mãos, virou-se e segurou a mão trêmula dela, falando com voz reconfortante: "Deixe ela para lá. Eu quis trazê-la, mas ela não quis vir."
Maria franziu o cenho: "Por que ela não quis?"
Levi soltou um suspiro frio: "Ela só pensa em romance, tem a cabeça cheia de homens."
Maria balançou a cabeça repetidas vezes: "Não, eu quero levar a Florinda junto, não vou ficar tranquila deixando ela aqui sozinha."
Ela tentou se levantar, mas assim que ficou de pé, seu corpo delicado vacilou.
Levi pressionou o ombro dela, o rosto sério: "Estamos no avião! Agora Porto Aurora está perigosa, não é seguro ficar lá. Você está doente, preciso te levar para casa para se recuperar."
"Se não está seguro, mais ainda precisamos levá-la!" Os olhos de Maria ficaram vermelhos de aflição. "Ela é nossa filha!"
A expressão de Levi se fechou cada vez mais. O motivo de Maria se preocupar tanto com Florinda era porque acreditava que Florinda era sua filha biológica. Continuar escondendo isso só faria com que ela não conseguisse se recuperar em paz.
Se não revelasse a verdadeira origem de Florinda, Maria nunca se conformaria.
Depois de hesitar, ele finalmente falou: "Querida, na verdade tem algo que venho escondendo de você..."
Maria não quis ouvir: "Não diga nada! Não quero saber o que você escondeu de mim, agora eu só quero voltar para buscar a Florinda!"
Vendo o jeito teimoso dela, Levi sentiu-se ainda mais frustrado.
Se não dissesse logo, se algo acontecesse a Florinda, seria ainda mais difícil para Maria aceitar.
Essa mentira teria que ser desfeita mais cedo ou mais tarde!

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