Os olhos de Levi se semicerraram; ele percebeu facilmente as pequenas intenções dela, mas Florinda não era sua filha biológica, então a vida ou morte dela não lhe dizia respeito.
Ele fechou os olhos por um instante e disse friamente: "Já que não quer voltar, então de agora em diante sua vida não tem mais nada a ver comigo."
Florinda ficou paralisada de repente.
Como assim? Só porque ela não queria voltar, Levi já não se importava mais com o destino dela?
Ele era o pai dela, afinal, tinha a obrigação de protegê-la.
Vendo Levi tão indiferente, Florinda lançou um olhar suplicante para Hugo, que estava encostado no batente da porta.
Hugo tirou seus óculos de armação dourada e, com calma, limpou as lentes: "Não adianta olhar pra mim. Eu posso te proteger uma, duas vezes, mas não é possível fazer isso sempre. Se David decidiu mesmo te matar, nem eu posso te ajudar."
Seu tom era tranquilo, mas cada palavra pesava como chumbo: "Eu já te disse da última vez, não provoque ele à toa. E já que provocou, deveria ter terminado o serviço. No fim, não só não resolveu nada, como ainda arrumou um problemão pra si. Ninguém aqui em casa tem obrigação de resolver essas dívidas por você."
"Tem coisas que só dependem de você."
Ao ver que nem Hugo se importava com sua vida, os olhos de Florinda se encheram de lágrimas.
Mas mesmo assim, ela não quis mostrar fraqueza.
David era um cego, no fim das contas. O que ele poderia fazer com ela?
Hmph, se é pra contar só comigo, então vai ser só comigo! Não preciso da ajuda de vocês!
......
No quarto do hospital, Jessica segurava a mão de David; o calor da palma dele passava pela pele, mas ainda assim não conseguia dissipar a nuvem de tristeza que pairava ao redor.
Vendo que ele permanecia calado e com o rosto fechado, Jessica pensou que ele estava chateado por ela ter escondido a gravidez e então explicou:

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