Mesmo sem poder enxergar, ele ainda queria protegê-la sob suas asas, sem deixá-la enfrentar qualquer perigo.
Jessica assentiu e empurrou de leve o braço dele: "Pode sim, pode sair."
David hesitou por um instante: "Está bem."
"A porta é por ali." Jessica segurou o braço dele e indicou a direção; na verdade, só tinha um ferimento nas costas, o resto estava bem. Quem realmente precisava de cuidados era ele.
Ela só podia estar fora de si quando concordou em deixá-lo entrar para ajudar.
David foi empurrado para fora e, ao se virar, bateu a cabeça no batente da porta.
Com um "tum", a cabeça dele acertou a madeira, produzindo um som abafado.
Jessica não se importou consigo mesma e correu para ampará-lo: "Você está bem? Não se machucou?"
"N-não..."
No instante em que ela tocou seu braço, uma luz branca e intensa explodiu diante dos olhos de David.
O mundo escuro pareceu se rasgar, e sombras difusas começaram a se espalhar pela sua retina.
Na verdade, nesses últimos dias, ele vinha enxergando algumas silhuetas borradas, mas como Jessica estava ferida, não deu atenção ao seu próprio problema.
Agora, com a súbita mudança, será que ele estava voltando a enxergar?
Instintivamente, balançou a cabeça e piscou com força, tentando ver mais claramente.
Aos poucos, o rosto úmido de Jessica, as sobrancelhas franzidas e as bochechas avermelhadas de ansiedade começaram a surgir nítidas diante dele!
Jessica não parava de chamar seu nome, os lábios avermelhados se abrindo e fechando: "David... David, você está bem?"
Talvez por estar muito emocionado, as pupilas de David se contraíram, o pomo de adão se movia, mas ele não conseguia emitir som algum.
No instante seguinte, seu olhar deslizou para baixo, e uma vasta extensão de pele alva apareceu diante de seus olhos.
Jessica acabara de tirar o avental hospitalar, e aquela visão perfeita o fez prender a respiração.

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