"As últimas palavras, guarde-as para dizer no caminho ao além!"
Sra. Gomes virou o rosto de lado, em seguida olhou para Duke: "Duke, você acompanha a Zoé já faz muitos anos, não é?"
Duke arqueou a sobrancelha, o isqueiro suspenso no ar: "Sim, desde que o Sr. André ainda estava vivo, eu já estava ao lado da Zoé. Sou quem ficou mais tempo com ela."
Sra. Gomes assentiu com a cabeça: "Então parece que você realmente a ama de verdade. Não imaginei que Zoé teria alguém tão leal por perto, isso é bom..."
Duke semicerrava os olhos: "Disso você não precisa se preocupar. Você já deveria ir embora! E aviso logo, não tente ganhar tempo, ninguém virá te salvar..."
"Clic", o polegar esfregou com força a roda do isqueiro.
No instante em que as faíscas saltaram, Sra. Gomes fechou os olhos instintivamente.
Seria mentira dizer que ela não estava com medo; ainda havia tantas pessoas de quem gostava neste mundo, ela não queria morrer.
Mas a frieza da corrente de ferro, o cheiro forte de gasolina e o calor vindo do isqueiro a faziam perceber que talvez aquele fosse mesmo o último momento de sua vida.
Nesse exato instante, a pequena aranha mecânica entrou pela janela.
"Zup, zup, zup", a aranhinha usou várias patas ao mesmo tempo, deslizando pela parede até o chão.
A imagem na tela balançava violentamente; Daniel, ao ver o que aparecia do outro lado, arregalou os olhos de raiva: "Não! O vilão jogou gasolina na vovó e quer queimá-la viva!"
David, ao ouvir as palavras de Daniel, sentiu uma veia saltar na testa e ordenou ao motorista: "Acelere mais!"
O motorista pisou fundo no acelerador, e o carro disparou pela estrada.
Todos estavam tomados pela ansiedade.
Geraldo deslizou rapidamente os dedos pelo controle remoto: "Agora é comigo!"
Tendo dito isso, Geraldo continuou controlando a aranhinha.

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