Ao ouvir essas palavras, Zoé ficou ainda mais irritada e menosprezou sem o menor pudor: "Aqueles seus quatro filhos não passam de inúteis!"
"Você sabe por que não os levo a sério? Porque posso controlá-los quando quiser! Enquanto eu estiver aqui, eles jamais se tornarão grandes personalidades. Aliás, posso acabar com eles facilmente!"
A mão de Sra. Gomes, presa por correntes de ferro ao lado do corpo, permanecia firme, e seu rosto mantinha uma expressão serena, tranquila, com uma frieza digna de uma flor-de-lis.
Zoé, insatisfeita com a reação dela, insistiu: "Minha querida irmã, você ainda se lembra daquele incêndio, anos atrás?"
Ao ouvir a palavra "incêndio", as pupilas de Sra. Gomes se contraíram subitamente.
As memórias vieram como uma avalanche: as chamas consumindo o posto de saúde, o choro dos bebês, seus próprios gritos rasgando a fumaça densa...
Ela rangeu os dentes e disse: "Foi você quem provocou aquele incêndio?"
Zoé, satisfeita com a expressão dela, riu: "Ora, não é tão burra afinal!"
Em seguida, continuou: "Se não fosse por mim, como uma esposa de empresário como você teria ido dar à luz justamente naquele posto de saúde? E como teria acontecido um incêndio exatamente no dia do seu parto?"
Como se tivesse ouvido um estrondo, a mente de Sra. Gomes explodiu.
Foi Zoé... Tinha sido Zoé o tempo todo...
Seu corpo tremeu violentamente, os olhos se inundaram de sangue em um piscar de olhos.

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