Jessica balançou a cabeça. "Acho que não. O remédio foi desenvolvido pelo Dr. Costa junto com Orlando, e é sempre o Orlando quem me entrega pessoalmente. Eu ajudo ele a aplicar, nunca passou por outras mãos."
Lucas soltou um longo suspiro de alívio. "Que bom..."
"Aliás, e a mamãe?" Jessica se lembrou de repente. Normalmente, seus pais estavam sempre juntos, mas hoje não tinha visto a Sra. Gomes.
Lucas respondeu: "Sua mãe foi cedo para a Igreja Lua fazer suas preces."
Jessica ficou surpresa: "Preces?"
Ela se lembrou: todo primeiro e décimo quinto dia do mês, sua mãe ia à igreja para rezar. Se não estivesse ocupada, ela mesma costumava acompanhar a Sra. Gomes, mas ultimamente havia tido tantas coisas a resolver que a mãe, sabendo de sua correria, nem a convidara.
"Ela está segura indo sozinha?" Jessica perguntou por reflexo.
"Eu quis acompanhá-la, mas ela não permitiu, disse que eu não aguentaria a comida vegetariana." Lucas fez um gesto despreocupado com a mão e tranquilizou: "Mas não se preocupe, mandei alguém segui-la. Não vai acontecer nada."
Apesar das palavras, um traço de preocupação passou pelos olhos de Lucas. Ele se virou para o mordomo e ordenou: "Envie mais vinte seguranças para vigiar ao redor da Igreja Lua. Precisamos garantir a segurança da senhora."
O mordomo respondeu apressado: "Sim, senhor."
Do lado de fora, nuvens escuras já cobriam o céu sem que se soubesse quando.
O tempo, que estava bom, de repente desabou em chuva.
Lucas olhou a cortina de água pela janela, sentindo-se inquieto. Ia pedir para prepararem o carro, decidido a buscar a esposa pessoalmente na Igreja Lua, quando de repente o telefone tocou.
"Sr. Gomes, a senhora..."

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