Zoé deu alguns passos à frente, mas foi rapidamente impedida por Ramiro, que estendeu o braço com agilidade.
Ela teve que recuar, olhando para David e dizendo: "David, solte meu filho!"
David respondeu calmamente: "Isso vai depender dele."
Zoé perguntou: "O que você quer dizer com isso?"
David ajeitou as mangas com lentidão e disse: "Posso libertá-lo, mas se ele vai querer ir embora com você, depende apenas da vontade dele."
Zoé riu, achando graça: "Ora, meu filho com certeza vai querer ir embora comigo!"
David arqueou as sobrancelhas: "É melhor perguntar a ele pessoalmente."
Ele fez um gesto para Ramiro: "Vá chamar o Sr. Víctor."
Ramiro assentiu e, depois de alguns instantes, trouxe Víctor até ali.
Víctor caminhava com passos preguiçosos, o cabelo loiro desgrenhado caindo sobre a testa como se tivesse acabado de acordar, vestindo de maneira casual um roupão de seda da Família Gomes.
Mas, ao cruzar o olhar com Zoé, seus olhos azuis foram tomados por uma verdadeira tempestade.
Tentou se virar para sair, mas Ramiro segurou-o firme pela gola do roupão, de modo que parecia mesmo que estava sendo mantido ali à força.
Zoé levantou-se num sobressalto, emocionada: "Víctor?"
Aquele era mesmo seu filho?
Seu filho já estava tão crescido assim?
Zoé se aproximou cambaleando, os saltos altos ecoando estridentemente sobre o mármore; sua mão estendida ficou suspensa no ar, mas congelou ao encontrar o olhar gélido do filho.
Víctor virou o rosto, como se até olhar para ela fosse um incômodo.
Essa atitude inesperada fez Zoé mergulhar em pensamentos.
O que estava acontecendo ali?

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