Geraldo olhou para Daniel com desconfiança: "O que você está aprontando?"
"É só uma brincadeira, ué~" Daniel respondeu manhoso, alongando a voz, com o rostinho cheio de curiosidade.
Geraldo hesitou por um instante: "Tenho sim, mas você precisa ser cuidadoso, não pode usar de qualquer jeito."
Daniel assentiu rapidamente, prometendo.
Geraldo então pegou o Peter Dois, que estava guardado sem uso, e entregou para Daniel. O Peter Dois era cor-de-rosa, com adesivos de estrelinhas nas asas; parecia completamente um brinquedo comum, mas as funções não perdiam em nada para o Peter Um.
Assim que Daniel recebeu o Peter Dois, não conseguiu esperar nem um segundo e apertou o botão de ligar do controle remoto, guiando o Peter Dois para fora da janela.
Enquanto pilotava, Daniel olhava animado para as imagens em tempo real no computador.
A Mansão Gomes, vista de cima pelo drone, ganhava uma aparência totalmente diferente.
No jardim, as rosas formavam um enorme coração; o gramado bem aparado parecia um vasto tapete verde e, olhando com atenção, via-se claramente uma letra Q maiúscula.
Amor pelo Q?
Era a primeira vez que Daniel percebia que o jardim e o gramado formavam duas letras, mas coçou a cabecinha, sem entender o significado.
Daniel pilotou o Peter Dois numa volta sobre a propriedade e voou até o lado de fora do quarto de Lucas e da Dona Gomes.
Pelo vidro da janela, viu o avô Lucas fazendo barras dentro do quarto.
"O vovô está mesmo em ótima forma."
Daniel estava prestes a aproximar a câmera para ver melhor, quando de repente a tela ficou preta — o avô havia fechado a cortina.
"Ué? Por que o vovô fechou a cortina?"
Com um biquinho, Daniel continuou pilotando o Peter, e logo avistou o papai e a mamãe no quarto ao lado.
"Hehe, vou espiar o que papai e mamãe estão fazendo~"

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