Embora o tom imperativo dele soasse um pouco autoritário, não causava repulsa, pois Jessica sabia que era por preocupação com ela.
Ela soltou uma risadinha: "Entendi. Desta vez foi uma situação especial, não foi? Já resolvi tudo que precisava. Da próxima, nem vou mais."
David suavizou um pouco a voz e, de repente, perguntou: "Ouvi dizer que foi a Katia quem te salvou?"
Jessica assentiu: "Foi, sim."
"Como é que foi ela?"
"Eu também não esperava..." O olhar de Jessica ficou sombrio. A cena de Katia empurrando-a no último momento não saía de sua cabeça.
Lembrando-se do que Katia lhe dissera antes de partir, ela suspirou levemente: "Encontre alguém para cuidar direito do funeral dela."
Com a morte, as mágoas se dissipam.
O que passou, ela não iria mais remoer.
David ficou em silêncio por um momento e concordou: "Sim, vou providenciar."
"E quanto ao Matheus Ramos e à Adriana Torres? Já morreram, não foi?"
Jessica recordou dos dois sacos mortuários e do olhar de Katia para eles. Ela já suspeitava, mas não tinha certeza.
David respondeu: "Sim, pode deixar que minha equipe vai cuidar de tudo aqui. Antes do anoitecer, vamos voltar para Cidade Aurora."
Jessica virou-se para ele: "Tão apressado assim?"
David respondeu com um simples "Sim", sem dar explicações.
A equipe que ele enviara até eliminou parte dos assassinos, mas havia rumores de que ainda havia cúmplices. Ficava claro que alguém queria a morte de Jessica ali em Cidade Prosperidade.
O lugar já não era seguro, precisavam voltar o quanto antes.
Os dois chegaram à entrada do hospital, onde o motorista os aguardava há um bom tempo.
Entraram no carro, que os levou até o heliporto próximo, de onde embarcaram em um avião particular.
O avião logo decolou.



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