Um pressentimento ruim surgiu.
De fato, no segundo seguinte, uma dor lancinante explodiu em sua cintura.
O bastão de choque que Natan havia tirado estava pressionado contra ele, fazendo-o desmaiar instantaneamente.
"Então... essa sensação de perigo... estava certa..." Antes de perder a consciência, a última coisa que Víctor viu foi o sorriso triunfante de Natan e a mão de Iris estendida em pânico.
O mundo mergulhou na escuridão.
......
Após atender o telefone pela segunda vez, David franziu levemente a testa. Um segundo atrás, Natan dissera que não havia encontrado ninguém, e no outro, já ligava dizendo que tinha achado e trazido a pessoa de volta, amarrada.
Mas, no fim das contas, o importante era terem encontrado.
Naquele mesmo dia, guiado por Ramiro, David foi levado a uma sala secreta no subsolo.
A pessoa mantida lá dentro era justamente Duke.
Assim que David entrou, um de seus homens trouxe uma poltrona de couro.
David sentou-se devagar, e embora não pudesse ver, sentiu a respiração desordenada vindo à sua frente.
Ao ouvir o som, Duke, acorrentado à sua frente, ergueu a cabeça. Os fios loiros estavam grudados pelo sangue seco, e o rosto, coberto de ferimentos. Ele abriu os olhos com dificuldade para enxergar quem estava diante dele.
Abriu a boca, e uma voz rouca soou, com marcas de sangue já seco nos lábios: "David, então era você!"
David cruzou as pernas com calma, os dedos tamborilando suavemente no braço da poltrona.
A pressão silenciosa fez Duke endireitar a coluna involuntariamente.
Após alguns instantes, Duke de repente riu, e havia algo de insano em sua risada. "Já que estou nas suas mãos, aceito meu destino. Me mate de uma vez, mas não me deixe aqui para me torturar."
David soltou uma leve risada antes de responder lentamente: "Eu vou te matar, mas não agora."


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