O peito de Iris subia e descia sem parar.
O bom senso lhe dizia que deveria agradecer por aquele rapaz não se lembrar das cenas embaraçosas, mas a atitude dele, apressada em se desvincular, inexplicavelmente a irritava.
Como assim, aproveitou-se de mim e agora quer se esquivar? Quem foi que ontem à noite ficou insistindo, chamando de "Honey"?
"Você tem certeza de que não se lembra de nada?" ela perguntou entre dentes. "Nem um pouco?"
O loiro bonito inclinou a cabeça e pensou: "Só me lembro que ontem à noite, entediado, fui para o bar... e depois acordei já na cama do hotel."
Ele sorriu: "Obrigado, viu? Vocês foram muito gentis de me levar até o hotel, gente boa sempre é recompensada."
"Pá!"
Iris bateu forte na mesa do café, fazendo o rapaz loiro erguer novamente os olhos do prato.
Iris, rangendo os dentes, apertava involuntariamente a faca e o garfo de prata: "Ei, nós dois dormimos na mesma cama ontem à noite, e você vem dizer que nada aconteceu?"
O restaurante ficou em silêncio instantaneamente, a xícara de café da senhora na mesa ao lado ficou suspensa no ar.
O loiro ficou com uma expressão perdida: "Hã?"
Ao mesmo tempo, Natan e Gisela congelaram, trocando olhares curiosos.
Gisela: "Vocês dormiram juntos a noite toda?"
Natan: "Vocês realmente... fizeram aquilo?"
"Foi só dormir na mesma cama, cobertos com o edredom, nada aconteceu, ok..."
Iris explicou baixinho, e logo se levantou, olhando furiosa para o rapaz loiro: "Você me abraçou a noite toda, ficou me chamando de Honey, de querida, isso sim foi querer se aproveitar de mim!"
O rapaz loiro se recostou de repente, arregalando os olhos, surpreso: "Eu fiz mesmo isso?"
Iris assentiu vigorosamente.
Natan e Gisela também balançaram a cabeça, quase mecanicamente.


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