Na esquina do corredor, quatro cabecinhas se empilhavam umas sobre as outras, espiando timidamente. Os quatro pequenos, ao verem a cena, balançaram a cabeça juntos.
Daniel suspirou: "Ai, mamãe está chorando tão tristemente."
"E o Sr. Hugo, é mesmo uma pena." Tristan esfregou os olhos vermelhos e murmurou baixinho.
Geraldo, com o semblante sério, comentou: "Dizem que o Sr. Hugo agora ficou muito feio, não quer ver ninguém."
"Se minha pele ficasse cheia de manchas e eu perdesse todo o cabelo, também não iria querer ver ninguém." Julio pensou, sentindo empatia.
Os quatro se entreolharam, cada um imaginando Hugo careca, e então, sem combinar, suspiraram juntos.
"Ai…"
Mais um suspiro coletivo. Em silêncio, os quatro decidiram que à noite iriam consolar o Sr. Hugo com todo o carinho.
Depois de muito tempo, Jessica levantou a cabeça, ainda ouvindo as palavras de Orlando ecoando em sua mente.
"O agente biológico já invadiu o sistema nervoso central…"
"Em vez de viver sofrendo assim, talvez fosse melhor deixá-lo partir em paz…"
"Você é quem decide…"
Como ela poderia decidir? Como poderia caber a ela decidir entre a vida e a morte de Hugo?
Pensou por muito tempo, mas no fim não teve coragem de entrar para ver Hugo, tampouco tinha como decidir o destino dele.
Sua ausência era, na verdade, uma espera.
Esperava por um milagre, por Ramiro trazendo boas notícias de repente, por algum lampejo dos especialistas da indústria farmacêutica… Esperava qualquer possibilidade de reviravolta.
No fundo, sentia que ainda havia esperança para Hugo, que não podia desistir dele.
Se até ela desistisse, aí sim Hugo estaria realmente perdido.
Ela murmurou: "Hugo, sei que você está sofrendo muito, mas, por favor, aguente só mais um pouco…"


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