À tarde, os quatro pequenos voltaram da escola.
Quando saíram, estranharam não ver o Sr. Hugo esperando por eles e perguntaram ao motorista: "Onde está o Sr. Hugo?"
O motorista Vitor, de volta ao cargo, ficou com o rosto um pouco tenso ao ouvir a pergunta do menino: "O Sr. Hugo de vocês ficou doente. De agora em diante, serei eu quem vai buscar e levar vocês para a escola."
"Doente?"
Assim que ouviram que o Sr. Hugo estava doente, os quatro pequenos apressaram Vitor para dirigir mais rápido.
Vitor, já ficando com dor de cabeça com a agitação, não teve escolha senão pisar fundo no acelerador.
O carro preto chegou à Mansão Gomes dez minutos mais cedo do que o habitual.
Assim que chegaram em casa, os quatro correram, aflitos, para visitar Hugo, indo direto à enfermaria.
O ambiente na enfermaria estava silencioso. Hugo repousava na cama, o rosto pálido como papel, com vários tubos nos braços, e as máquinas ao lado emitindo "bip bip" ritmados.
Mais assustador ainda era que, em sua pele, apareciam discretas marcas vermelhas, espalhadas como teias de aranha.
O médico de plantão, ao lado, falou baixinho: "O Sr. Hugo acabou de receber um sedativo, está dormindo agora."
Como Hugo sentia dores terríveis pelo corpo, o médico precisou aplicar o sedativo, pois, no início da doença, os anestésicos ainda tinham algum efeito.
"O que aconteceu com o Sr. Hugo?" perguntou Geraldo em voz baixa.
O médico hesitou um pouco: "Isso... é melhor perguntarem ao Dr. Gomes."
Nesse momento, Orlando entrou pela porta, trazendo uma pilha de relatórios de exames.
Ao ver os quatro pequenos, ele se surpreendeu: "O que vocês estão fazendo aqui?"
O rostinho de Geraldo ficou bem sério: "Tio Orlando, que doença o Sr. Hugo tem? Tem como curar?"
Orlando viu os quatro pares de olhos cheios de curiosidade e ficou um momento sem saber como responder.



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