Ramiro abaixou a cabeça, constrangido.
Jessica insistiu novamente: "Temos que encontrar uma solução!"
Ramiro resmungou baixinho: "Dona, a senhora está mesmo nos colocando numa situação difícil..."
A voz de David soou firme: "Ramiro, vá dar um jeito."
Ramiro levantou a cabeça de repente: "Mas Diretor Martins, minha missão não é proteger a senhora e o pequeno? Se eu sair, quem vai..."
David o interrompeu, sem deixar espaço para discussões: "Falei pra ir, então vá. Chega de conversa."
Ramiro assentiu: "Tudo bem, já estou indo."
Dizendo isso, ele se virou para Jessica, com um olhar sincero: "Dona, não posso garantir que vou conseguir encontrar uma solução. Se não conseguir, por favor, não me culpe."
Jessica fez que sim com a cabeça, a voz quase inaudível: "Tá bom."
"Então estou indo." Ramiro caminhou rapidamente até a porta, mas ainda se virou para acrescentar: "Esperem notícias minhas."
Assim que Ramiro saiu, o coração de Jessica ficou ainda mais pesado.
Parada onde estava, ela sentiu uma fadiga como nunca antes. Desde que encontrara aquele bilhete misterioso de manhã até agora, haviam se passado apenas algumas horas, mas parecia que séculos tinham transcorrido.
De repente, o médico da enfermaria chamou: "Sr. Hugo acordou."
Jessica levantou a cabeça, emocionada: "Vou ver o Hugo!"
Sem esperar resposta, ela foi direto para a enfermaria.
Lá dentro, Hugo estava deitado tranquilamente na cama, os números no monitor mostravam que seus sinais vitais estavam estáveis por enquanto.
Mas todos sabiam que aquilo era só a calmaria antes da tempestade.
Hugo abriu os olhos, viu Jessica e sussurrou: "Jessica..."



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