Não importava qual fosse o resultado, todas as consequências ele assumiria sozinho.
Dessa forma, o crime seria dele; Jessica não teria nada a ver com aquilo.
Mesmo que Luciano, ou até mesmo a Família Castelo, viesse buscar vingança, só procurariam por ele, Hugo.
Uma vez decidido, os dedos de Hugo já apertavam firmemente o cabo da faca.
Clarice, porém, soltou uma risada fria: "Só você? Acha mesmo que pode nos matar? Não se dê tanta importância."
Hugo semicerrava os olhos frios e retrucava com desdém: "Tente e verá."
Mal terminou a frase, já avançava como um leopardo.
A lâmina traçou um lampejo prateado no ar, e o primeiro segurança que avançou teve a garganta cortada, jorrando sangue antes de cair sem vida.
O interior da igreja mergulhou no caos.
Ao comando de Patrick, mais de uma dezena de seguranças surgiram de todos os cantos.
Hugo movia-se com incrível velocidade entre os bancos, cada golpe certeiro e impiedoso.
A lâmina cravava-se no peito, a mão atingia com precisão a garganta dos adversários.
Em menos de dez minutos, o chão já estava coberto de corpos, o sangue tingindo de vermelho o solo sagrado da igreja.
Patrick e Clarice recuaram, chocados.
"Bando de inúteis!" Patrick murmurou entre dentes. "Tantos contra um só e ainda assim perderam!"
Clarice estava pálida.
Ela já conhecia as habilidades de Hugo e, por isso, não ousava subestimá-lo.
Vendo todos os seus subordinados vencidos, sacou a arma sem hesitação, apontando o cano escuro direto ao peito de Hugo.
"Morra!" Ela apertou o gatilho.
Hugo já esperava o ataque; rolou para o lado, desviando da bala, e ao mesmo tempo desferiu um chute certeiro no pulso de Clarice.
A pistola voou girando pelo ar e bateu na parede.
"Maldição!" Clarice gritou de dor, segurando o pulso quebrado.
Hugo não lhe deu tempo para respirar; em poucos passos, já estava à frente dos irmãos.


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