"Não pode fazer uma montanha de espuma na cabeça do papai..." Julio acrescentou.
David: "..." Ele de repente se arrependeu um pouco de não ter insistido para que a Jessica desse o banho.
Jessica segurou o riso e distribuiu as esponjas de banho infantis e os banquinhos: "Pronto, quem se comportar melhor hoje, amanhã ganha um pedaço de bolo de morango."
Sob os gritos animados das crianças prometendo cumprir a missão, Jessica saiu do banheiro e fechou a porta suavemente.
Ela se encostou na parede, ouvindo as vozes alegres lá dentro.
"Papai, levanta o braço!"
"Não, tem que lavar o pescoço primeiro!"
"A espuma entrou no olho! Papai, assopra pra mim!"
"Olha o meu super ataque de bolhas!"
Com o barulho da água e os ocasionais resmungos de David, o canto da boca de Jessica se curvou sem que ela percebesse.
Quem diria que o presidente poderoso do Grupo Martins, tão temido no mundo dos negócios, era completamente dominado por quatro crianças em casa.
Meia hora depois, a porta do banheiro se abriu uma fresta e Daniel apareceu com a cabecinha molhada: "Mamãe! Papai disse que terminamos o banho!"
Jessica entrou no banheiro cheio de vapor e viu David já vestido com o roupão, sentado no banquinho, enquanto as quatro crianças, desajeitadas, tentavam secar o cabelo dele.
Ao redor da banheira, tudo parecia ter passado por uma guerra d’água — espuma e água por todos os lados.
"Vocês quatro..." Jessica levou a mão à testa, "isso é banho ou batalha naval?"
"Os dois!" Daniel respondeu rindo, e de repente esticou a mãozinha e tocou o peito de David, onde o roupão estava um pouco aberto: "Papai tem um corpo muito legal, quero ser igual a ele quando crescer."


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