Ele ainda queria reclamar, dizendo que sua mão estava machucada e precisava voltar para buscar um tratamento melhor.
Mas Luciano não deu chance alguma: "Vocês dois são uns idiotas. Se não conseguirem cumprir a missão, nem voltem."
Assim que terminou, desligou o telefone na cara deles.
O tom de ocupado, "tu— tu—", soou especialmente áspero no quarto de hospital.
A mão de Patrick tremia levemente, sem saber se era de raiva ou de dor.
De novo idiota. Até o próprio pai o chamava de idiota.
"Irmão, será que nós... subestimamos o adversário?" Clarice perguntou baixinho.
Patrick rangeu os dentes, cada palavra parecia arrancada com dor: "Jessica... David... Eu vou... fazer eles... pagarem... com sangue..."
"Mas a gente nem consegue sair da cama!" Clarice olhou desanimada para sua própria mão, toda enfaixada.
Um brilho astuto passou pelos olhos de Patrick: "Não precisamos agir pessoalmente."
Ele fez um sinal para Clarice se aproximar e, suportando a dor, sussurrou no ouvido dela: "Lembra daquela arma secreta do pai?"
Clarice semicerrrou os olhos: "Você está falando... do Plano X?"
Patrick assentiu, esboçando um sorriso cruel: "Está na hora de colocar em ação."
……
Naquele momento, a milhares de quilômetros dali, Luciano também estava deitado em um quarto de hospital luxuoso.
"Inúteis! Todos inúteis!" Ele varreu com a mão os frascos de remédio do criado-mudo, espalhando vidro e comprimidos por todo lado.
Os dois capangas no quarto mantiveram a cabeça baixa, sem ousar respirar fundo.


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