Hugo Siqueira manteve um sorriso polido: "O que meu pai pode oferecer, eu também posso, talvez até mais."
Zoé pareceu se divertir com essa resposta e observou Hugo atentamente: "Pelo menos o seu rosto é agradável."
O semblante de Hugo esfriou de repente.
Ele estava falando sério, e ela dizia aquilo?
Forçando-se a manter a compostura, Hugo ficou calado por alguns instantes. Então Zoé pegou uma caixa de madeira requintada da cadeira ao lado e a entregou a ele.
"Se você me ajudar a eliminar uma pessoa, vou acreditar que está realmente disposto a colaborar comigo. Quem sabe, talvez eu até pule seu pai e faça negócios direto com você."
Hugo pegou a caixa, abriu e deu uma olhada.
Dentro, havia uma pistola de fabricação impecável, refletindo um brilho frio sob a luz.
Ele fechou a caixa, sem sequer perguntar quem deveria ser morto, e disse simplesmente: "Sem problemas."
Zoé pareceu satisfeita com a reação dele.
Com a mão enluvada de branco, ela de repente tocou o rosto de Hugo, deslizando dos cabelos até o queixo. O contato gelado o deixou completamente tenso.
"Esse rosto, de fato, seu pai não poderia lhe dar," Zoé murmurou suavemente.
Hugo cerrou os punhos, prestes a quebrar a mão de Zoé, mas, pelo canto do olho, viu alguns homens armados na penumbra. Reprimiu o impulso de afastá-la, pegou a caixa e se levantou: "Se não houver mais nada, vou me retirar."
Zoé não o deteve, apenas o observou de maneira significativa enquanto ele se afastava: "Aguardo boas notícias suas."
Assim que saiu do teatro, a primeira coisa que Hugo fez foi correr para o banheiro.
Abriu a torneira e esfregou o rosto vigorosamente com água fria.
"Droga, velha ridícula!" murmurou, ainda sentindo repulsa. Pegou um punhado de papel toalha e esfregou o rosto várias vezes.
Aquela mulher era mesmo uma pervertida.
Com a idade dela, poderia ser sua mãe.
E ainda tinha coragem de lhe dar em cima?



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