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Do outro lado, Jessica também voltou para o quarto como se tivesse perdido a alma.
"Voltou?"
A voz de David veio da sala de estar. Ele estava sentado em um sofá de couro ao lado da lareira, segurando um livro de capa dura. A luz amarela e quente delineava seu rosto anguloso, extraordinariamente bonito.
Jessica, porém, nem lhe deu um olhar: "Uhum."
David, ao vê-la com aquele ar de quem perdera a alma, não pôde deixar de perguntar: "O que houve? Aconteceu alguma coisa?"
Jessica pensou no fato de que o quarto deles estava sendo monitorado e, por ora, não mencionou nada sobre Mayara.
"Só estou um pouco cansada."
Cansada?
David levantou-se e caminhou até ela. O aroma fresco e familiar que emanava dele fez Jessica recuar um passo instintivamente. Esse movimento sutil fez com que David franzisse levemente as sobrancelhas, mas ele não disse nada.
"Chegou a ver a Aurora?" ele perguntou.
Jessica balançou a cabeça: "Não."
David pensou que o mau humor dela era por não ter visto Aurora e a consolou: "Se não viu, tudo bem. Haverá outras oportunidades."
Jessica sentiu que talvez nunca tivesse a chance de ver a avó novamente. Primeiro, porque a avó não queria vê-la; segundo, porque já não fazia sentido.
O desejo de deixar aquele castelo só aumentava em seu coração, e provavelmente ela nunca mais voltaria ali.
Depois de um tempo, ela percebeu que os quatro pequenos não estavam mais por ali.
"E as crianças?" Ela se virou para perguntar a David.
David respondeu com toda tranquilidade: "O Rawlsson as levou. Disse que hoje o Sr. Castelo quer dormir com eles."
"O quê?"

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