— Vamos.
Eliana não recusou. Levantou-se e caminhou em direção à saída.
Os olhos de Débora brilharam por um instante. Ela a seguiu mancando e disse com cautela:
— Mamãe, não sei o que deu no Emanuel ultimamente. Ele fez uma viagem para o Jardim de Pedra e, desde que voltou, começou a me perseguir. Eu não fiz nada contra ele. Mamãe, você poderia falar com ele por mim?
Eliana teve muita vontade de demonstrar sua impaciência, mas, afinal, aquela era sua filha. Ela podia ser fria no dia a dia, mas, em um momento como aquele, deveria agir como uma mãe.
Ela respondeu:
— Isso está acontecendo? Quando eu o vir, terei uma conversa séria com ele.
Débora abriu um sorriso:
— Eu sabia que a senhora me amava mais. E sobre aquela recompensa, eu suspeito que tenha sido obra do Emanuel também. Ele deve estar muito insatisfeito com a minha posição no grupo e quer se livrar de mim. Mamãe...
— O seu irmão não faria isso.
Eliana franziu a testa e cortou a fala dela imediatamente:
— A Família Resende tem regras. Irmãos não podem se matar. Vocês podem disputar a herança como quiserem, mas não podem cruzar a linha. Quem fizer isso será expulso da família. O seu irmão não é tão tolo.
— Mas...
Débora ainda tentou argumentar.
Eliana, no entanto, continuou:
— Árvore grande atrai muito vento. Talvez você tenha se destacado demais e atraído a inveja dos outros. Se mantiver um perfil mais discreto, não passará por tantas situações perigosas.
Débora baixou os olhos, sentindo um gosto amargo na boca. Ela estava profundamente triste; sua mãe não sentia o menor carinho por ela.
Tiago também interveio:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...