Emanuel se levantou e olhou para ela com serenidade.
— Seu corpo está muito fraco agora. Não fique pensando em bobagens; manter-se viva é a coisa mais importante.
Depois disso, ele pegou a tigela de mingau e saiu diretamente.
— Ei!
Mirela olhou para as costas dele se afastando e o chamou com uma expressão péssima.
Mas Emanuel não olhou para trás. Ele sequer hesitou e saiu a passos largos.
Que tipo de pessoa ele era...
Mirela sentiu que a ferida no ombro havia sido repuxada de novo. Ela sugou o ar frio entre os dentes devido à dor, recostando-se na cabeceira da cama para tentar amenizar o sofrimento aos poucos.
Depois de um bom tempo, seu corpo pareceu conseguir suportar a dor, e as sobrancelhas franzidas se relaxaram lentamente.
Ela olhou ao redor; o seu celular não estava lá. Como ela ia entrar em contato com os amigos?
Ao saberem que ela estava desaparecida, os seus amigos não ficariam loucos de preocupação?
O rosto bonito de Leonardo passou por sua mente, e seus lábios pálidos se apertaram levemente.
Seus amigos ficariam ansiosos; ele talvez... ficasse completamente insano.
Depois que ela acordou, o tempo começou a passar muito devagar. Mirela achou que teria de dormir novamente naquela mesma posição, mas, por sorte, Emanuel demonstrou ter um pouco de consciência e mandou uma empregada subir para ajudá-la.
Graças a Deus...
Ao se deitar novamente, suas sobrancelhas franzidas relaxaram. Ela olhou para a empregada e disse:
— Eu preciso de um celular, vá pedir ao Emanuel.
A empregada assentiu, mas, depois de sair, não voltou mais.
Mirela acabou caindo no sono, meio atordoada. No dia seguinte, ela acordou ao ouvir a voz do médico conversando.
Os curativos do seu corpo foram trocados, e o médico estava lhe passando as instruções para os próximos dias.
Mirela abriu os olhos e viu Emanuel parado não muito longe dali, escutando com bastante atenção.
— É basicamente isso. Se houver qualquer problema, entrem em contato comigo imediatamente — disse o médico. Em seguida, ele se virou e saiu do quarto.
Emanuel também estava prestes a sair.
— Ei!
A mulher que vive na casa da minha família é uma impostora que tem a ousadia de querer roubar toda a fortuna dos Resende, uma verdadeira loucura.
Emanuel reprimiu os pensamentos no fundo de sua mente e disse:
— Eu vou mandar a empregada trazer o café da manhã. A partir de agora, essa empregada vai cuidar da sua alimentação e rotina diária. Qualquer coisa que você precisar, pode pedir a ela.
Mirela falou diretamente:
— Mas eu preciso de um celular agora.
As sobrancelhas de Emanuel se juntaram.
— Senhorita Medeiros, não brinque com a própria vida, está bem?
— Se eu estou aqui com você e algo de ruim me acontecer apenas porque entrei em contato com os meus amigos, isso não faria você parecer um inútil? — Mirela debochou sem a menor cerimônia.
Emanuel:
— ...
Olhando para o sarcasmo evidente nos olhos e sobrancelhas dela, ele notou que ela parecia muito mais vivaz, o que lhe trouxe uma sensação ainda maior de familiaridade.
A imagem da sua mãe veio à sua cabeça. Ela nunca conversava com ele com tanta animação, só olhava todo mundo com frieza, como se fossem desconhecidos sem nenhuma importância.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...