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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 1122

Com a aproximação repentina, o leve aroma do perfume masculino dele invadiu o ar. Eulália deu um leve passo para trás e, franzindo a testa, respondeu:

— O problema é seu e a culpa é minha?

— Claro que a culpa é sua — disse Carlos Teixeira, olhando-a com um sorriso cínico. — Estava tudo bem naquela noite, mas depois que você foi embora, eu não consegui mais. Você mexe com essas terapias antigas, vai ver pressionou algum ponto no meu corpo que me deixou assim.

— Ah, se está doente, vá se tratar! — zombou Eulália. — Eu jamais faria uma idiotice dessas.

Dizendo isso, ela começou a descer as escadas.

Porém, Carlos continuou a segui-la, perguntando sem parar:

— Não foi mesmo você?

Eulália manteve o rosto fechado, ignorando-o completamente.

Carlos insistiu:

— Então por que eu não funciono?

Eulália não respondeu nada.

Quando ela terminou o que tinha que fazer e estava prestes a voltar para o quarto, ele a seguiu novamente, com uma expressão desavergonhada:

— Dê uma olhada em mim, descubra por que estou assim.

A paciência de Eulália já havia chegado ao limite. Ela sentiu uma enorme vontade de lhe dar um tapa e mandá-lo ficar longe dela!

Contudo, olhando para aquele rosto que pedia por um soco, ela de repente mudou de ideia e disse:

— Tudo bem, mas a minha consulta é bem cara. Tem certeza de que quer que eu examine?

— Hm? — Carlos ergueu as sobrancelhas levemente. — Diga o seu preço.

— Cinco milhões.

Eulália abriu um sorriso de lado, sem hesitar um segundo ao propor um valor completamente absurdo.

— Tudo isso? — Carlos não esperava uma pedida tão alta e começou a barganhar. — Já que somos tão íntimos, não me dá um desconto?

— Certo, preço de amigo. Não faço isso para mais ninguém: quatro milhões novecentos e noventa e cinco mil. É pegar ou largar — disse ela, com um sorriso brincalhão e um olhar claramente provocador.

Observando o rosto dela, Carlos sentiu como se uma pena roçasse no seu peito, indo e vindo, causando um leve formigamento.

Ele concordou com a cabeça.

— Feito.

Ela não o estava olhando. Estava concentrada, sentindo o ritmo interno do seu corpo, movendo os dedos levemente de vez em quando.

A cada toque dela, os músculos do corpo dele ficavam mais tensos.

— A outra mão.

Não demorou muito para que ela dissesse isso.

Carlos trocou de mão. Desta vez, ao ser tocado, ele estremeceu de novo, de forma totalmente incontrolável.

Seus dedos se curvaram ligeiramente. Ele sentiu vontade de segurar a mão dela e pedir que ela tocasse o seu corpo inteiro.

Carlos abaixou os olhos para disfarçar a sua expressão.

— Você não está doente.

Eulália retirou a mão e deu o seu diagnóstico com um tom indiferente.

— Se você não consegue, talvez seja um problema psicológico. Eu não trato disso. Vá se consultar com o Dr. Valente, o psicólogo.

A mão de Carlos ainda repousava sobre a almofada. Ele levantou os olhos, sorrindo para ela.

— Sério?

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