Naquele exato momento, Leonardo saiu do elevador. Desde o acidente em que despencara escada abaixo, ele não usava mais as escadas.
Adilson o seguia de perto, ainda debatendo algumas questões. Ao erguer os olhos e ver o homem que entrava pela porta principal, seus olhos se arregalaram levemente.
— Carlos Teixeira? Como você veio parar aqui? Quando voltou para o país?
Carlos continuava esfregando a bochecha. Ao ouvir a pergunta, ele levantou levemente o queixo, apontou para Leonardo e respondeu.
— Foi ele quem me convidou para voltar.
Adilson rapidamente se virou para Leonardo, indagando.
— Leonardo, para que ele serve? E ainda por cima é super caro.
O tom de voz transbordava um desprezo indisfarçável.
Adilson perdeu toda a confiança em Carlos após ele fracassar na missão de resgatar Carla anteriormente.
Embora se conhecessem há muitos anos, Adilson continuava detestando Carlos.
Não possuir habilidades excepcionais e ainda assim ter um apetite voraz era o tipo de atitude que deixava qualquer um irritado.
Carlos soltou uma risada sarcástica e disse.
— Se eu sirvo para alguma coisa, o Leonardo sabe muito bem. Meu preço também é muito honesto. Quanto a algumas pessoas acharem que sou inútil, é provável que elas próprias sejam uns pesos mortos e lixos, por isso não suportam ver pessoas melhores que elas.
O rosto de Adilson escureceu imediatamente. Vendo-o acariciar incessantemente a própria face, Adilson provocou, rindo com frieza.
— Você é tão intragável que mal chegou e já apanhou de alguém? Francamente... Bem feito.
O sorriso preguiçoso de Carlos ameaçou vacilar, mas ele se recompôs e rebateu.
— Ainda é melhor do que você, que tenta procurar alguém e nunca consegue achar.
Adilson ficou com os olhos cheios de raiva e deu um passo à frente, preparado para brigar com Carlos.
Carlos apenas arqueou as sobrancelhas.
— O que vai fazer? Quer me bater? Pelo visto você realmente não quer saber notícias da Carla, não é?
Adilson, que já estava de frente para ele, freou abruptamente e perguntou.
— Você a encontrou?
Carlos caminhou até Leonardo, deu algumas voltas ao seu redor e até acenou com a mão bem na frente dos olhos dele.
— Está cego mesmo?
Leonardo, com tom cortante, respondeu.
— Eu posso zerar sua conta bancária agora mesmo, duvida?
Carlos rapidamente soltou uma tosse disfarçada, adotando um semblante mais contido e disse.
— Não faça isso... vamos conversar com calma. Você não me mandou voltar gastando tanto dinheiro só para discutirmos, certo? Diga logo, o que você quer?
Leonardo ordenou.
— Sente-se e vamos conversar com calma.
Carlos quase estendeu a mão para ajudá-lo a se sentar, mas logo em seguida notou a destreza com que ele caminhou até o sofá e se acomodou.
Ele não pôde evitar o espanto ao constatar que Leonardo já conhecia tão perfeitamente as rotas da própria casa, mesmo naquele estado.
Eulália já havia se recolhido ao andar de cima, pois não suportava olhar para o rosto de Carlos, deixando apenas aqueles três na sala de estar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...